Agências querem, mas não conseguem vender interior da Paraíba

Paraíba

A Rota Cultural Caminhos do Frio entra na sua segunda semana, desta vez, desbravando a cidade de Pilões. Na semana passada, a cultura, a gastronomia, o artesanato e as atividades turísticas foram afloradas em Areia. A Rota cruzará nove cidades da região do Brejo paraibano até o dia 3 de setembro. Além de Areia e Pilões, estão no roteiro Bananeiras, Solânea, Remígio, Alagoa Nova, Alagoa Grande e Matinhas.
A Rota Cultural tem sido uma iniciativa atualmente administrada pelo Fórum de Turismo do Brejo com muito sucesso de público, mas poderia ter um impacto ainda muito maior, se houvesse a participação mais efetiva dos operadores e agentes de viagens paraibanos. Essa lacuna ainda é justificada por muitos profissionais da área em decorrência da falta de infraestrutura em algumas cidades para atender os turistas, que estão cada dia mais exigentes. Por exemplo, em Pilões só há um local para o turista pernoitar, e são poucas as opções de alimentação.
Não se interessam
O problema, conforme revelou o diretor da Operadora Foco, em João Pessoa, Elson Pires, é que existe um completo desconhecimento por parte dos empresários, e os que têm alguma noção sobre a relação comercial entre as empresas simplesmente não querem trabalhar em parceria; Elson avalia que o Caminhos do Frio é um “ótimo programa, bem formatado e de interessante valor cultural e turístico, mas vejo falha no momento de negociar a divulgação e venda de pactos”.
Para Elson Pires, os donos dos hotéis e pousadas não entendem um mínimo sequer da cadeia turística que envolve agências e operadoras. Segundo ele, “várias agências querem comercializar esses roteiros, mas os hotéis e pousadas dessas regiões não sabem nem o que é uma tarifa Net ou comissionada”.
O empresário cita o Hotel de Triunfo, em Areia, como um exemplo disso. “Não quer saber de agência nem operadora, outros nem sabem o que é isso, aí fica difícil comercializar e nem é só comercializar, é divulgar e ter apoio dos próprios equipamentos turísticos.”
Comissão
A reportagem ouviu alguns agências de viagens, que informaram que alguns hotéis de Areia, como o Triunfo – citado na reportagem – oferece comissão para as agências de viagens, assim como o Vila Real. Já em relação às operadoras, realmente, há maior dificuldade em razão do percentual maior da comissão, que gira em até 35%, o que, segundo os agentes de viagens, inviabiliza o pacote, tanto para os agentes de viagens como para os hoteleiros.
Fábio Cardoso

0 thoughts on “Agências querem, mas não conseguem vender interior da Paraíba

  1. Essa necessidade de trabalhar com agências de receptivo ou operadoras só vai ser possível quando o mercado estiver equilibrado entre oferta de leitos e demanda.
    Por enquanto não há essa necessidade, uma vez que a procura é bem maior que a oferta, considerando o grande fluxo turistico durante os Caminhos do Frio.

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