Turismo perde mais de 11,6 mil vagas no 1º semestre de 2018

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O setor de turismo no Brasil fechou o mês de junho de 2018 com saldo negativo de 7.743 postos de trabalho, com ajuste sazonal. Segundo o estudo Empregabilidade no Turismo, produzido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os serviços ligados ao turismo continuaram amargando prejuízos, uma vez que se manteve a tendência do desemprego do mês anterior. Em maio, o número de desempregados foi um pouco maior, atingindo 8.754 trabalhadores. Nesses dois meses, o desemprego acumulou 16,5 mil pessoas, reflexo do tamanho do ajuste de diminuição de custos que as empresas realizaram.
Os dados no Nordeste também são negativos. No período de dezembro de 2017 a junho deste ano, houve perda de 4.590 vagas de empregos no Turismo – no Brasil foram 11.689. Na Paraíba, a perda foi de 139 empregos. A Bahia foi o estado nordestino com maior perda, chegando a 3.248 vagas. Alagoas (-572) e Sergipe (-403) também tiveram perdas elevadas no período. Por outro lado, o Piauí registrou uma elevação de 356 vagas e o Maranhão 187. Pernambuco registrou pequena elevação, com criação de 41 vagas no período.
O resultado entre admissões/demissões no 1º semestre atingiu -11.689, menor do que o verificado no mesmo período do ano passado (-13.061). Em 2016, a economia do turismo brasileiro gerou 37.392 novos postos, apesar da recessão. Isso ocorreu porque as empresas do setor de serviços demoraram a reduzir o contingente de pessoal.
“No curto prazo, a melhora do setor vai depender do otimismo dos consumidores quanto às perspectivas do mercado de trabalho, à estabilidade dos preços e à folga para gastos novos nos orçamentos. Também vai depender da capacidade de a economia voltar a crescer”, projeta o economista da CNC Antonio Everton. “Enquanto isso não acontece, o emprego no turismo continuará sofrendo as oscilações da conjuntura econômica, retrato do desempenho das empresas do setor”, completa.
A produção de emprego no turismo foi pouco significativa. Agentes de viagens (+71) e cultura e lazer (+49), assim como locadoras de veículos (+33) e empresas aéreas de transporte de passageiros (+305) e ferrovias (+111), foram os segmentos que mais empregaram. Contrariamente, hospedagem e alimentação impulsionaram o desemprego (-6.269). Em 12 meses, verifica-se uma situação favorável, ainda na esteira do crescimento da economia no ano passado e no primeiro trimestre/18.
No período de dezembro de 2017 e junho de 2018, o setor que mais demitiu no país foi o de Hospedagem e Alimentação, com perda de 11.916 vagas. Em seguida estão Hotéis e Similares, com 1.355 demissões; Restaurantes e Similares, 4.914 demissões e Cultura e Lazer 1.622 vagas perdidas.
Fábio Cardoso com assessoria CNC