Passagem de ônibus pode custar R$ 3,75 em Campina Grande

Paraíba

O reajuste tarifário das passagens de ônibus coletivo em Campina Grande, que é decidido pelo Conselho Municipal de Transportes Públicos (COMUTP) no início de cada ano, deve ser debatido na manhã da próxima quinta-feira. Se a decisão do Tribunal Regional do Trabalho em recontratar os cobradores for acatada pela justiça, a passagem poderá aumentar em pelo menos R$ 0,45, podendo custar, no total, até R$ 3,75, o que significa um aumento de 13,64%. A Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) do município que já está preocupada com a redução em até 80 milhões no número de passageiros, considera que a cidade não comporta um novo aumento nessas proporções.

“As empresas querem antecipar o reajuste por conta da decisão do TRT de recontratar os cobradores. Temos que debater o reajuste calculando insumos de combustível, pneus, pagamento de trabalhadores, entre outros gastos somados a essa possível recontratação. Nossa posição nesse momento é de ponderação, porque a cidade não suporta mais aumento. Estamos muito preocupados com a redução no número de usuários do transporte público, porque isso também tem um impacto direto no reajuste”, afirma o superintendente Félix Araújo Neto.

Em janeiro deste ano, a tarifa de ônibus de Campina Grande já havia mudado de R$ 3,00 para R$ 3,30, o que representou um aumento de 10%. A classe estudantil e trabalhadores que necessitam do transporte para se deslocar estão preocupados com o reajuste que pode tornar a passagem de Campina Grande uma das mais caras do país.

“O preço atual já é um absurdo. A gente paga por um serviço de péssima qualidade, sem falar na insegurança dentro dos ônibus. Praticamente todo mundo que utiliza esse transporte ou já foi vítima de assalto ou já viu alguém ser vítima dentro dos ônibus ou na integração. A violência está enorme, não é à toa que o número de usuários diminuiu. Se o preço subir mesmo, eu vou dar um jeito de começar a ir pra escola de bicicleta, isso se também não roubarem a bicicleta”, disse a jovem Ana Beatriz Fonseca, 15 anos, moradora do bairro Presidente Médice.

Fernanda Figueiredo – Jornal Correio da Paraíba

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