Tendências educacionais defendem a vivência in loco para conhecimento empírico

Ana Paula R. de Hollanda

As novas tendências educacionais defendem a vivência in loco e a prática de experimentos para enriquecer o conhecimento empírico.

Muitas escolas de Ensino Fundamental trazem em seus planejamentos, estratégias de aulas de campo para validar o que foi visto na teoria em sala de aula.

As aulas de campo são definidas como atividades educativas extraclasse e podem ser também designadas como saída ou trabalho de campo e ainda chamadas de “estudo do meio” (BORGES e LIMA, 2007).  Essa metodologia admite, além do entendimento conceitual, a aquisição de conhecimento procedimental, pois durante a aula de campo são utilizadas diversas técnicas de coleta de dados para posterior interpretação e discussão permitindo uma interação muito maior do aluno com o assunto que está sendo ensinado.

A saída da sala de aula oferece enriquecimento didático, entrada em contato com a realidade cotidiana e contributo para a educação global do aluno enquanto cidadão (Dourado, 2006a).

A aula de campo é utilizada, geralmente, como um complemento as atividades já realizadas dentro da sala de aula, desta forma esta estratégia de ensino acaba servindo como uma síntese ou recompensa para os alunos (DOURADO, 2006a). Além disso, esta metodologia muitas vezes assume somente características técnicas que levam os alunos a realizarem tarefas mecanicamente programadas e com resultados totalmente esperados, sendo esses expostos em roteiros com instruções detalhadas que conduzem a respostas corretas e tem como objetivos fundamentais comprovar a teoria e desenvolver habilidades manipulativas.

Essas são técnicas interessantes de ensino e aprendizagem, porém sua forma de realização não têm se diferenciado muito do que já se faz em uma sala de aula com ensino expositivo tradicional. Não obstante muitos temas novos surjam no cotidiano dos estudantes, muitas vezes seus questionamentos apenas podem ser discutidos quando se observa o fenômeno in loco, ou seja, quando se realiza uma aula de campo.

Desta forma, se o que queremos enquanto educadores é incentivar os alunos a se interessarem por temas científicos, precisamos pensar no que os motiva nessa aprendizagem. Citando Vigotski (2009, p. 479): “O próprio pensamento não nasce de outro pensamento mas do campo de nossa consciência que o motiva, que abrange nossos pendores e necessidades, os nossos interesses e motivações, os nossos afetos e emoções.

Por trás do pensamento existe uma tendência afetiva e volitiva. A compreensão efetiva e plena do pensamento alheio só se torna possível quando descobrimos a sua eficaz causa afetivo volitiva.” (VYGOTSKI, 2009, p. 479)

Na Paraíba temos diversos lugares que podem contribuir para esse estudo in loco.

Vejamos:

Em João Pessoa

✓Espaço Ciência

✓Sítio arqueológico na Igreja de São Frei Pedro Gonçalves

✓Usina Cultural da Energisa

✓Centro Histórico e todos os ambientes historicamente tombados e restaurados pelo IPHAEP, com a Praça Antenor Navarro

Em Areia

✓Teatro Minerva, o mais antigo da Paraíba

✓Caminho dos Engenhos

Em Sousa

✓Vale dos Dinossauros

Em Ingá

✓As inscrições rupestres das Itacoatiaras de Ingá

Ana Paula Holanda – Assessora pedagógica – Núcleo de Apoio Psicopedagógico

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