Ministro do Turismo abre seminário sobre Investe Turismo em João Pessoa

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O Ministério do Turismo, em parceria com o Sebrae e a Secretaria de Estado do Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba, realiza na manhã desta segunda-feira (10), em João Pessoa, o terceiro seminário itinerante do programa Investe Turismo. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, fará a abertura do evento.

A iniciativa visa reunir atores públicos e privados envolvidos nos projetos de gestão integrada e qualificação da Rota João Pessoa e Litoral, identificando oportunidades de negócios, políticas públicas e outras ferramentas oferecidas pelo programa para potencializar o desenvolvimento da atividade turística local. A rota contempla, além da capital, os municípios de Conde e Cabedelo, que integram o Polo Costa das Piscinas, região turística incluída no Mapa do Turismo Brasileiro 2018. Ao todo, 30 rotas turísticas estratégicas serão apoiadas pelo Investe Turismo em todo território nacional.

Entrevistamos o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, que falou sobre os investimentos na Paraíba e os projetos que serão desenvolvidos por meio desse novo programa.

O que tem mudado na política de turismo desde o começo do novo governo?
– A principal mudança foi a inclusão, pelo presidente Jair Bolsonaro, do turismo na pauta prioritária do país. Em pouco mais de 5 meses, temos conseguido avanços históricos para o setor. Entre eles, cito o Programa Investe Turismo, que iremos lançar aqui na Paraíba. Serão R$ 200 milhões para 30 rotas turísticas de todo o país em ações que fortalecem a governança, a melhoram os serviços e atrativos turísticos, fomenta a atração de investimentos e apoia o acesso a serviços financeiros, além do marketing turístico. Aqui na Paraíba, à princípio, os municípios à serem contemplados serão João Pessoa, Cabedelo e Conde.

Também não podemos deixar de falar da isenção de vistos para americanos, australianos, canadenses e japoneses, medida que já provoca forte alta na procura do Brasil como destino turístico. Outra conquista foi a aprovação, no Congresso Nacional, do texto que permite a abertura de empresas aéreas ao capital estrangeiro, com a consequente atração de companhias de baixo custo ao país, e da modernização da Lei Geral do Turismo.

Publicamos ainda o decreto que institui a Política Nacional de Gestão Turística dos Patrimônios Mundiais Naturais e Culturais e de Portaria Interministerial. O texto estabelece a gestão compartilhada entre a Secretaria de Patrimônio da União, o Ministério da Economia, e o MTur para o aproveitamento turístico de terrenos e imóveis da União. A lista de avanços inclui ainda a oferta de crédito a gestores públicos e privados, além da qualificação profissional em turismo, de mais de 4,2 mil alunos de todo o Brasil de cursos ofertados pelos canais Brasil Braços Abertos (BBA) e Gestor de Turismo (CGT).  E isso é só o começo. Ainda temos muitos outros projetos para desenvolver o turismo no país.

O Investe Turismo envolverá apenas três cidades turísticas da Paraíba (João Pessoa, Cabedelo e Conde), mas existem outras cidades, como Campina Grande, que o governo do estado tem se mobilizado e solicitado a inclusão. Isso será possível quando e por que, não a partir desse primeiro momento, Campina Grande não já está nesse grupo?
– É importante deixar claro que essa é apenas a primeira fase do programa. Outras virão, e poderão contemplar os demais municípios paraibanos, como Campina Grande, que não estão neste primeiro momento no Investe Turismo. O objetivo principal do Programa é acelerar o desenvolvimento, aumentar a qualidade e a competitividade nestas Rotas, com foco na geração de empregos e renda para os paraibanos. Esclareço ainda que, estas rotas foram definidas por meio de critérios técnicos.

Eu queria informar, ainda, que desde a sua criação, o Ministério do Turismo já investiu R$ 326,4 milhões para todo o Estado da Paraíba. O recurso foi utilizado para 659 projetos de infraestrutura turística de 192 municípios paraibanos. Foram obras como implantação de sinalização turística, construção de praças, centro de eventos multiuso, reforma de equipamentos turísticos, pavimentação, entre outros. Tenho absoluta convicção que nunca trabalhamos o turismo de maneira tão integrada e coordenada. Iniciativas como o Investe Turismo impulsionarão a atividade de turismo, contribuindo para o desenvolvimento regional e também para a geração de emprego e renda no país.

Qual a expectativa que o senhor tem quanto ao investimento das companhias aéreas internacionais no mercado nordestino?
– As expectativas são as melhores possíveis. É de suma importância criarmos condições para os turistas não só do Nordeste, mas de todo o país, de viajarem pelos destinos nacionais. Não podemos aceitar que um trecho interno seja mais caro que um bilhete para fora do país. A chegada da primeira empresa estrangeira no país naturalmente mostra que temos um enorme potencial a ser desenvolvido. Este é apenas o primeiro passo, vamos em busca de outros competidores. Um país de dimensões continentais, com uma população de mais de 200 milhões de habitantes não pode contar com apenas três empresas aéreas, controlando 99% do mercado. Países vizinhos como Argentina, Chile e Colômbia têm mais de o dobre de cias aéreas em operação.

Os aeroportos do bloco do Nordeste foram arrematados por uma empresa espanhola. O senhor já manteve contato com os executivos dela para saber qual o modelo de administração eles vão implantar nos aeroportos?
– A concessão de aeroportos trouxe excelentes ganhos para o turismo brasileiro. O Estudo de Competitividade do Turismo do Fórum Econômico Mundial mostra que o Brasil registrou um salto no quesito infraestrutura aeroportuária. Após a concessão e consequente reforma e ampliação de aeroportos estratégicos, o Brasil saltou 53 posições neste item, da 93ª colocação em 2011 para a 40ª em 2017. O Ministério do Turismo está de portas abertas para discutir e trabalhar todas as ações que melhorem a competitividade do setor no país, mas a infraestrutura aeroportuária especificamente é um item de competência do Ministério da Infraestrutura.

Os paraibanos estão muito preocupados com esse processo, tendo em vista a grande lacuna de desempenho entre os aeroportos de João Pessoa e Campina Grande em relação ao de Recife. Essa preocupação procede, na sua opinião?
– A concessões vão ajudar a diminuir essas lacunas e prover o Brasil de uma infraestrutura adequada para atender os turistas. A concorrência é o caminho para melhorarmos os nossos serviços.

O que tem sido feito para a continuidade ou retomada do processo de discussão da malha aéreas regional? 
– A aviação regional, assim como toda a cadeia do turismo, certamente será impactada pelas ações que estão sendo desenvolvidas de maneira coordenada. Desde que assumi o comando da Pasta, em 01 de janeiro, tenho trabalhado para solucionar gargalos históricos como o fim do limite de participação do capital estrangeiro nas aéreas que desejam operar no país. A aprovação da Medida Provisória 863/2018, pelo Senado Federal, em 22 de maio, representa um novo momento para o cenário nacional da aviação. E já começamos a colher os primeiros resultados com a chegada da Globalia Linhas Aéreas Ltda, grupo que administra a Air Europa, no mercado doméstico brasileiro. Naturalmente, com mais concorrência, vamos melhorar a malha aérea regional.

Estive pessoalmente em Madri, na Espanha, com o CEO da Globalia, Javier Hidalgo, e pude observar a vontade do maior conglomerado de turismo espanhol passar a operar em nosso país com outros negócios incluindo a rede hoteleira. Isso só foi possível graças a um novo pensamento liberal do governo do presidente Bolsonaro e, certamente, este é apenas o primeiro dos grandes grupos mundiais a começarem a desembarcar no país promovendo a geração de riqueza para nosso povo. Nesse cenário estou confiante de que a aviação regional também será impactada positivamente.

O senhor pretende retornar à Paraíba na época do Maior São João do Mundo? Como observa e de que forma o Ministério ajuda no desenvolvimento dessas festas, em especial, na Paraíba?
– Olha, seria uma honra viver essa experiência. O Ministério do Turismo tem trabalhado para transformar o São João em um produto turístico nacional e internacionalmente assim como já ocorre com o carnaval. A cultura brasileira é um dos principais atrativos do turismo. Por isso vejo com bons olhos os investimentos realizados nessa festa tipicamente brasileira. Estes eventos são importantes indutores do turismo nacional. É um produto turístico que tem a cara do Brasil e está em franco processo de estruturação e consolidação como comprovam os números repassados pela Secretaria de Turismo da Paraíba. É esperado um público de 3 milhões de visitantes, com injeção de quase R$ 300 milhões na economia local e geração de 3 mil empregos diretos e indiretos na região. Com ações de promoção adequadas podemos ampliar ainda mais o ganho do país com esse nosso diferencial turístico.

Fábio Cardoso

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