“Jackson é 100, Jackson é Pop” celebra centenário no Museu de Arte Popular da Paraíba

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O Museu de Arte Popular da Paraíba (MAP), também conhecido como Museu dos Três Pandeiros, inaugurou nesta quinta-feira (20) a exposição “Jackson é 100, Jackson é Pop”, que faz uma homenagem ao centenário do cantor, compositor e ator Jackson do Pandeiro. A exposição é uma “versão livre” da vida e obra do artista e apresenta mais de 300 itens. Na exposição estão ainda trabalhos inéditos, a exemplo das músicas “Adeus Pandeiro” e “Chico Bendegó”. Jackson do Pandeiro é um dos homenageados do Maior São João do Mundo 2019, evento que neste ano será realizado até o dia 07 de julho.

A proposta da exposição é contar a história completa de Jackson, através de peças dinâmicas e interativas, adotando elementos gráficos, poéticos, iconográficos, sonoras e filmes que buscam traduzir toda a importância que o paraibano teve para música brasileira.

“Jackson influenciou artistas como João Gilberto, Lenine e tantos outros. Se você parar para contar, ele gravou mais de 25 ritmos. Não é à toa que recebeu o nome de “Rei do Ritmo”. Ele é bastante importante, não só para a cultura paraibana, mas também para a cultura brasileira. São mais de 400 músicas gravadas e compostas”, explicou um dos curadores da exposição, Sandrinho Dupan.

O museu recebe muitos turistas nessa época de São João. Uma delas foi a Finlandesa Ana Elisa (23 anos), que está pela primeira vez conhecendo O Maior São João do Mundo. Ela visitou a cidade na companhia do namorado, que é brasileiro. “Eu estou gostando muito da exposição e da cidade. É muito bonita a forma que os paraibanos enaltecem e expõem sua cultura”, comentou a turista.

Já o casal vindo do Rio de Janeiro, Celeste Azeredo (65 anos) e Marcos Luis, (72) esteve pela primeira vez em Campina Grande há 20 anos e, agora, decidiram voltar. Marcos conta que, por ser da cidade do Recife, Pernambuco, desde de pequeno ouvia falar sobre Jackson do Pandeiro, mas não sabia da história nem sobre a vida do artista. Por isso, ele e a esposa decidiram visitar a exposição antes de voltarem ao Rio de Janeiro.

“Uma pessoa que ouve músicas sempre pode até saber que ele era um cantor nordestino. Mas outros pensariam que é um sambista, porque no Rio de Janeiro a cultura é do samba. Então eu não sabia que ele era tudo isso, que tinha feito tanto”, declarou Celeste.

A exposição gratuita  “Jackson é 100, Jackson é Pop” será mantida no MAP até maio de 2020 e vai contar com um evento especial, em agosto deste ano, mês do nascimento do cantor. O MAP está localizado às margens do açude velho e, neste São João, tem um horário especial de funcionamento, da terça-feira ao domingo das 9h às 20h.

Jackson do Pandeiro – Conhecido por sua habilidade com a música, José Gomes Filho nasceu em agosto de 1931, na cidade de Alagoa Grande, Paraíba. Filho de uma cantora de coco e de um oleiro, Jackson (como preferiu ser chamado) se apegou à música desde muito pequeno e não a soltou mais. Trabalhou em várias rádios nas cidades de Campina Grande, João Pessoa, Recife e, em 1950, foi sucesso no Brasil inteiro com a música Sebastiana.

Jackson era conhecido por ser um artista do povo, gostar das feiras, salões de festas, lugares onde fosse possível manter contato com o povo. No Parque do Povo, conhecido como o Quartel General do Forró, a Pirâmide, local onde se apresentam as quadrilhas juninas e atrações musicais regionais, recebeu uma decoração especial para celebrar o nascimento do Rei do Ritmo.

Codecom Campina Grande

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