Crise da Avianca Brasil reduz índice de ocupação hoteleira em João Pessoa

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A incerteza dos rumos da economia, a falência da Avianca Brasil e o consequente aumento das passagens aéreas atingiram em cheio o setor hoteleiro de João Pessoa. O índice de ocupação dos dois últimos meses (maio e junho) foi um dos piores já registrados pelo setor, em comparação ao mesmo período do ano passado, não chegando a 45%. 

“A situação está bastante preocupante, porque os números de julho não estão reagindo e certamente teremos um terceiro mês consecutivo com os hotéis com baixíssima ocupação”, alertou o diretor de Marketing da ABIH-PB (Associação Brasileira da Indústria Hoteleira, seccional Paraíba), Gustavo Paulo Neto. A ocupação média no período gira em torno de 30% a 40%.

No entendimento da diretoria da ABIH-PB, a crise provocada pela falência da Avianca Brasil mostrou a fragilidade da malha aérea paraibana. Sem os três voos da companhia aérea – de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília -, foram perdidos cerca de 24 mil passageiros/mês e aconteceram aumentos generalizados dos preços das passagens aéreas saindo e chegando de João Pessoa.

“É a lei da oferta e da procura. Um voo Recife/Miami (EUA) está mais barato do que de João Pessoa para São Paulo”, afirmou Paulo Neto. Nesse sentido, o mercado paraibano tem sido penalizado de forma direta, pois o encarecimento das passagens aéreas tem contribuído para que os turistas façam opção por destinos mais acessíveis para os seus orçamentos.

Uma reação a médio prazo, segundo Paulo Neto, passaria por uma intervenção direta e rápida do poder público, melhoria da malha aérea para a Paraíba e a abertura do mercado da aviação civil para as companhias aéreas estrangeiras, conforme já anunciado pelo Governo Federal. A divulgação do Destino Paraíba também seria um diferencial estratégico, afirma o diretor da ABIH-PB.

“A concorrência na gestão do Turismo passa pela divulgação em todas as plataformas, principalmente nas mídias digitais e uma maior participação em eventos como feiras de turismo pelo país e no exterior. Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará são fortes nessas estratégias”, pontuou Paulo Neto.

Assessoria de Imprensa

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