Secretário de Turismo de João Pessoa critica assédio ao JPA e diz que o Ceará separa ainda mais o Brasil

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A mudança de nome e local do JPA Travel Market, que passará a se chamar Brazil Travel Market e será realizado em Fortaleza (CE) nos próximos três anos a partir de 2020, pelo menos, ainda rendeu uma série de comentários negativos e positivos entre os representantes do trade paraibano, nesta segunda-feira (21). Para o secretário adjunto do Turismo de João Pessoa, Graco Parente, o maior vilão de todo esse processo é o Governo do Ceará, na pessoa do secretário de Turismo, Arialdo Pinho.

Graco Parente afirmou que é necessário separar essa situação em dois momentos. “Sabíamos que o festival era uma iniciativa privada e busca lucro. Eles (os diretores da empresa) tinham todo o direito de sair de João Pessoa, só que erraram a forma”, pontuou o secretário.

Por outro lado, ele discordou por completo da atitude do Governo do Ceará por ter buscado negociar a ida do festival para Fortaleza. “Não concordo com o assédio do Governo do Ceará, que se diz parceiro da Paraíba, chegando a afirmar que ‘somos todos Paraíba’. Essa ação vai de encontro com todos os discursos feitos no Consórcio do Nordeste, onde queria diminuir as diferenças entre os estados para que a região crescesse de forma coesa”, disse o secretário paraibano.

Para Graco Parente, o Governo do Ceará demonstra completamente o contrário do que afirma e “separa ainda mais o Brasil, porque a Paraíba também precisa desse festival. Esse era o evento de maior divulgação de João Pessoa. Se ele quer que o Nordeste cresça, por que não investir de lá aqui, no evento em João Pessoa, para fortalecer o Nordeste como num todo. A Paraíba está muito melhor localizada no Nordeste do que o Ceará. Essa é a minha grande insatisfação”, revelou.

Numa referência ao lado empresarial do festival, Graco Parente disse que é preciso saber se há possibilidade da empresa cancelar o evento em Fortaleza ou não, se existe o que fazer para mantê-lo aqui.

E fez um alerta: “A Paraíba não pode esperar terminar os três anos da oferta do Ceará, que comprou o evento. Não podemos esperar esse time. Não consegue voltar, então a gente tem que reunir o trade turístico e encontrar a melhor saída. Estamos todos tontos com essa notícia. Temos que esfriar a cabeça, conversar de forma madura, racional e ver… Não será uma decisão fácil para a Paraíba”, enfatizou.

“Se não tiver essa possiblidade – de manter o JPA -, nós temos que fazer um outro festival, independente do que o que existiu, para manter o legado que o trade turístico junto conseguiu construir”.

Fábio Cardoso