Da imortalidade

Mundo
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Os sonhos dos poetas, as visões dos místicos, as criações do gênio, as realizações mais perfeitas da Arte são apenas ecos e percepções débeis que os homens, com melhores dotes, captam como em um relâmpago quando a matéria, dominada por poucos instantes, permite que a alma possa entrever alguns pálidos reflexos do mundo divino”. Nesse profundo ensinamento, o filósofo e parapsicólogo francês, Léon Denis, demonstra a importância da produção intelectual na evolução da humanidade. 

A propósito, Kardec obteve resposta dos guias que os auxiliaram em sua grandiosa obra afirmando que os espíritos se sentem sempre felizes ao serem lembrados através dos legados que aqui deixam. E que é o nosso pensamento em sua direção que os atrai para nós e não os objetos materiais que deles guardamos.

Portanto, os espíritos que aqui deixaram obras que elevam nossas vibrações, sentem-se gratificados em ter ciência de que seus trabalhos continuam vivos, imortalizados e auxiliando o nosso burilamento espiritual.

Na viagem que ora empreendemos, diversas experiências em contato com obras de arte divinas nos proporcionaram uma sintonia extasiante capaz de nos fazer lembrar de como seus autores devem se regozijar ao ver que após tantos séculos suas produções permanecem vivas e redivivas.

A Barcarola dos Contos de Hofmmann, de Ofenbach, a que assistimos dramaticamente, entre outras peças, na Opéra Comique, a 3ª sinfonia de Saint-Saëns, com Myung-Whun Chung, na Maison de La Radio France, a exposição imersiva ultramoderna de Van Gogh e mais uma emocionante visita ao Louvre, em Paris; a ópera Carmen, de Bizet, em Florença, onde desponta nas ruas, fachadas e calçadas todo o brilho do Renascimento, constituíram momentos de intensa conexão com a beleza que foi presenteada à humanidade.

Decerto, não restam dúvidas de que as obras de expressão do belo e o exemplo de vida que damos ao mundo fazem parte do que se entende por imortalidade.

Germano Romero