Alta do dólar muda perfil das viagens para o exterior dos brasileiros

Destaque Paraíba
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A alta do dólar está mudando o comportamento dos brasileiros quando se organizam para viajar para o exterior. Na escalada de aumento recente, as agências de viagens de João Pessoa não estão sentindo queda substancial na venda de pacotes, porém, os clientes estão comprando menos serviços. O mercado está se adaptando às oscilações da moeda americana e, na opinião dos agentes de viagens ouvidos pela reportagem, os pacotes para o exterior continuam sendo vendidos.
De acordo com o presidente da Abav-PB (Associação Brasileira das Agências de Viagens, seccional Paraíba), Breno Mesquita, os turistas brasileiros estão cortando gastos quando programam viagem para os Estados Unidos, em especial. “A questão da oscilação do dólar não é algo novo, por isso, o mercado já está acostumado a trabalhar com as incertezas da moeda americana”, apontou o empresário.

Mesquita destacou que, em relação às viagens internacionais, os passageiros procurarão adequar a questão dos gastos financeiros no destino, mas continuam viajando. Por exemplo: “quem viaja para os Estados Unidos vai procurar um hotel mais barato, vai diminuir as compras e, no caso de Orlando, vai visitar um número menor de parques, porém não vai deixar de viajar”, afirmou.

A empresária Ana Virgínia, CEO da Clube Turismo, comunga da mesma opinião do presidente da Abav-PB. Na opinião dela, a dificuldade não está associada a questão da alta do dólar, mas, principalmente, à instabilidade da moeda, que continua oscilando muito, em especial, nos últimos dias por várias circunstâncias. “As pessoas continuam viajando, mas claro que impacta no volume de vendas das agências. Algumas pessoas acabam decidindo não viajar para fora, ficando no Brasil mesmo.”, afirmou.

“A gente percebe uma mudança de perfil de aquisição dos serviços. Se antes o pacote era mais completo, recheado de serviços, com mais tempo de duração da viagem, agora muitos estão viajando para um período de permanência mais curto, com menos serviços agregados, como aéreo, seguro, hospedagem, ficam mais livres para fazer a programação que desejam”.

Ana Virgínia disse que, o turismo interno está crescendo e que os paraibanos estão procurando mais pacotes para a região Sul, com Gramado (RS) sendo o destino mais procurado, assim como São Paulo, no Sudeste, cidade que muitos optam também para fazer compras. “Apesar de estarmos no Nordeste, há muita procura por cidades aqui da região mesmo. O público paraibano também aproveita muito a proximidade do estado para curtir os finais de semana em Porto de Galinhas e Gravatá, em Pernambuco, e Natal e Pipa, no Rio Grande do Norte, estão entre os destinos principais nas proximidades”, disse.

A alta do dólar, que fechou, na última, quinta-feira, em ligeira queda de 0,38%, a R$ 4,33 devido à intervenção do Banco Central – pode não afetar as viagens internacionais, porque o mercado deve, como das outras vezes, se adaptar a mais uma oscilação da moeda americana, com a participação direta dos turistas, que continuarão viajando, mas cortando gastos – procurando hospedagem mais em conta e reduzindo compras. Por outro lado, pode ajudar o turismo interno, principalmente, rumo ao Nordeste.

A previsão é do presidente da Abav-PB (Associação Brasileira de Agentes de Viagens Seccional da Paraíba), Breno Mesquita, que foi preciso ao afirmar que

Promoções ajudam

Já em relação ao turismo interno, Breno Mesquita, avalia que “devido ao receio da flutuação cambial, os turistas irão preferir viajar internamente pelo País, contribuindo para o aumento do fluxo, principalmente, no sentido Sul/Sudeste para o Nordeste, pois a nossa região está em plena alta estação, com tempo quente e estável, do jeito que os sulistas gostam, para curtir o nosso Litoral”.

Por fim, Breno lembra que “as companhias aéreas brasileiras frequentemente estão lançando promoções que atraem os passageiros, para que visitem mais as diversas e belas regiões do Brasil, a exemplo da que anuncia o destino Ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco, com passagem de ida e volta, por R$ 381,00”.

Edson Verber – Jornal Correio