Arco do Triunfo de Epitácio Pessoa em São Paulo

Paraíba

São Paulo, capital paulista, já teve um “Arco do Triunfo” nas primeiras décadas do século XX. A história começa quando a prefeitura da cidade e o governador do Estado são comunicados pelo cerimonial da Presidência da República que o presidente Epitácio Pessoa iria visitar São Paulo em caráter oficial, viagem esta que serviria para tornar a figura do presidente mais conhecida e popular.
Para comemorar a visita, sugeriram a construção de um arco do triunfo para homenagear o presidente paraibano.
O problema é que avisaram ao prefeito e ao governador que Epitácio Pessoa chegaria no dia 19 de julho de 1921 e a construção do arco deveria ser feito em tempo recorde. A obra começou no dia 16 de julho de 1921, três dias antes da visita, e a firma F. Ramos & Cia., iniciou a construção do arco de gesso e madeira, com 200 operários trabalhando em turnos de 24 horas.
Projetado em traço clássico e arquitetura efêmera, o arco paulistano possuía 28 metros de altura e 27 metros de largura, sendo que a abertura do arco era de 10 metros de largura por 14 metros de altura. Sobre o arco ficavam quatro bandeiras nacionais e o monumento era adornado com flores e guirlandas. Nas duas faces do arco estavam escritas homenagens “Salve Epitácio Pessoa” e “A Cidade de São Paulo”. À noite, havia iluminação do monumento e uma bandeira nacional feita com mil lâmpadas coloridas.
Sua localização era ao lado da Estação da Luz, onde hoje fica, além da estação, o Museu da Língua Portuguesa e, no lado oposto, o Parque da Luz, próximo à Pinacoteca do Estado.
Epitácio Pessoa saiu do Rio de Janeiro de trem, parando em inúmeras cidades paulistas, como Taubaté, São José dos Campos, Mogi das Cruzes, Poá, Tremembé e outras.
Ao chegar à Estação da Luz, Epitácio Pessoa foi recebido pelo governador de São Paulo, Washington Luís, pelo prefeito Firmiano Pinto e diversas autoridades.
Após o Hino Nacional, a comitiva embarcou em um carro rumo ao Palacete Prates, sede do governo, passando bem devagar sob o imenso “Arco do Triunfo”.
Como foi feito de madeira e gesso, logo depois da visita de Epitácio Pessoa, o arco foi abandonado, deteriorando-se, até que, em setembro foi demolido.

Marcelo Soares Cardoso

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