Turismo não pode dar as costas ao Rio de Janeiro

Brasil

O setor de Turismo não pode dar as costas para o Rio de Janeiro. Com esse discurso, os presidentes das três maiores entidades do segmento, Associação Brasileira das Agências de Viagem, Edmar Bull; da Braztoa, Magda Nassar e Clia Abemar, Marcus Ferraz, se colocaram favorável ao esforço do Ministério do Turismo e Embratur na campanha promocional de valorização do Rio por meio do projeto Rio de Janeiro a Janeiro, lançado no domingo passado.
O projeto, além de divulgar as belezas naturais, a hospitalidade da população e a vocação para a prática de esportes, também terá um calendário anual de eventos, mês a mês, com diversas atividades culturais, esportivas e congressos. Os destaques ficam com o Carnaval, a Meia Maratona e o Rock in Rio, que será promovido em 2019.
De acordo com Edmar Bull, o Brasil, em especial, o Rio de Janeiro, não pode perder o legado da Copa do Mundo e da Olimpíada, muito menos o elevado investimento gasto para levantar toda a infraestrutura, por conta da corrupção e da violência praticada pela guerra entre quadrilhas de traficantes. “O Rio é o nosso cartão postal e precisamos, juntos, reagir contra tudo isso, enfatizou o dirigente da Abav nacional.
Magda Nassar disse que, paralelo ao trabalho de divulgação dos atrativos turísticos do Rio de Janeiro, a força tarefa governamental, que inclui os governos municipal, estadual e federal precisa urgentemente resolver os graves problemas de violência que estão assustando e afugentando os turistas. A rede hoteleira amarga queda na taxa de ocupação, enquanto bares e restaurantes, muitos deles, estão ameaçados de encerrar as atividades. “A cidade merece que as pessoas voltem a olhar pra ele (o Rio) sem receio, sem medo”, afirmou a executiva.
Já Marcus Ferraz informou que o Rio de Janeiro continua sendo o destino mais procurado pelos turistas de cruzeiros. Na temporada 2017/2018, segundo ele, o número de escalas passou de 98 para 125, com 100 mil passagens a mais do que na temporada passada. Ele citou que a área portuária foi totalmente recuperada e ampliada. “O Rio de Janeiro é a porta dos navios de cruzeiros para o Brasil”, atestou Ferraz.
Fábio Cardoso

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