Discutindo “Cenários do Desenvolvimento Regional, no Âmbito do Turismo – Presente e Futuro”

Colunistas Regina Amorim

Estou participando nesta segunda-feira (02), em Bananeiras, de uma mesa redonda durante o II Workshop de Autoavaliação Institucional para a elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI – 2018-2022), no auditório central do CCHSA, Campus III da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A mesa redonda terá como temática os “Cenários do Desenvolvimento Regional, no Âmbito do Turismo – Presente e Futuro”.
Irei iniciar a participação falando do turismo de experiência que, segundo entende, é um modelo de atividade econômica condizente com o desenvolvimento territorial sustentável e adequado às novas experiências de consumo.
Ainda no cenário do turismo atual, abrodarei sobre a falta de percepção da maior parte dos governantes, em relação a força do turismo na geração de emprego, investimentos e renda. Ressalto ainda a necessidade dos governos investirem mais em infraestrutura… Como estão os Museus, os Parques Estaduais, o patrimônio histórico?
Qual é o cenário atual da hotelaria frente à inexistência de uma legislação clara e igualitária para os meios de hospedagem? A concorrência desleal da plataforma do Airbnb. Enquanto a carga tributária da hotelaria está próxima de 40% o Airbnb está isento. O cenário presente do turismo, a demanda do mercado internacional pelo ecoturismo e turismo de aventura tem aumentado significativamente. O fortalecimento das Instâncias de Governança é prioridade no Ministério do Turismo, assim como a modernização da Lei Geral do Turismo, que inclui no conceito de turismo os aspectos sociais, culturais e econômicos.
Também falarei sobre as medidas do Ministério do Turismo para incentivar a vinda de turistas estrangeiros ao Brasil: adoção do tax free, liberação dos cassinos, abertura do mercado para companhias aéreas estrangeiras, concessões de Parques Nacionais à iniciativa privada.
É importante destacar o perfil da “geração Millennials” (entre 18 e 35 anos) fatores como preço, experiências, personalização e tecnologia disponível são fatores determinantes para a escolha de viagens. Na América Latina, os Millennials representam um terço da população. Enfim, o Futuro já chegou!!!
É preciso estar preparado para atender às exigências e necessidades do novo turista ou viajante digitais (muito bem informado, multicanal e muito exigente). “Neste novo cenário, o turista tem em suas mãos, de imediato, todas as informações sobre produtos, serviços, rotas, horários, preços, disponibilidade, etc. O turismo evoluiu para se adaptar a este novo perfil de viajante mais exigente e oferecer produtos, serviços e experiências dia cada vez mais abrangentes, flexíveis e personalizadas. Tudo isto não teria sido possível sem o surgimento de tecnologias.
O futuro do Turismo será com a comunidade local dá qualidade ao destino… Portanto, pensar, ouvir e valorizar a comunidade local. Os produtos turísticos devem ser cada vez mais atrativos e competitivos, principalmente, pelo nível de inovação e criatividade da oferta para gerar experiências memoráveis junto aos turistas.
Nos cenários atual e futuro, o turismo pode se constituir como base para um desenvolvimento sustentável nos territórios. Temas como acessibilidade e inclusão deverão ser prioritários para o fomento da oferta turística dos destinos brasileiros, bem como as experiências culturais e naturais nos municípios do Brasil. Adaptar-se à nova economia digital é a chave para manter e aumentar a sua competitividade turismo.
De modo que, tanto o setor público (gestores de destinos) como o setor privado (empresas de todos os tipos), devem estar preparados para atender às exigências e necessidades do novo turista ou viajante digitais.
Regina Medeiros Amorim
Mestre em Visão Territorial e Sustentável do Desenvolvimento,Pós-graduada em Gestão e Marketing do Turismo,Gestora de Turismo do SEBRAE – Paraíba.

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