Sonho da companhia aérea paraibana pode acabar em janeiro

Aviação Paraíba

O sonho da Paraíba ter a sua própria companhia aérea pode estar sendo encerrado em janeiro do próximo ano. O empresário Delano Campos deve anunciar o fim do projeto que vem estudando há 10 anos e que há quatro anos vem trabalhando junto com as autoridades do setor para viabilizar o início das operações.
Após a notícia veiculada nesta quinta-feira (21), de que a Azul Linhas Aéreas estaria analisando a viabilidade de operar no aeroporto de Patos, sertão paraibano, Delano fez um desabafo nas redes sociais afirmando que o equipamento “não têm sequer água encanada… não têm sistema de comunicação (infraestrutura de dados), não possui prédio com salas para embarque e desembarque (terminal de passageiros), estacionamento, local para o Corpo de Bombeiros, a pista está fora dos padrões de um ATR-72 – equipamento que seria utilizado”
Delano ainda alertou que a pista do aeroporto apresenta grandes rachaduras e alertou para a existência de um lixão ao lado com urubus cercando o espaço aéreo.
O empresário revelou que a mesma análise técnica que será realizada pela Azul já foi feita mais de quatro vezes a pedido da empresa que ele dirige e que, até hoje, nenhuma atitude para reverter esse quadro havia sido tomada. “A reforma proposta para a prefeitura à época, se ela tivesse acatado, hoje tranquilamente teríamos uma empresa voando e fazendo acordo com as demais empresas tendo o Castro Pinto (aeroporto) como ponto de troca de aeronaves. Uma pessoa compraria uma passagem para a Europa saindo de Patos”, lamentou.
Delano afirmou ainda, que já esteve na prefeitura de Patos, pelo menos, 14 vezes “tentando convencer o pessoal a realizar as mudanças. Achei que iria vingar quando a prefeitura assumiu o aeroporto. Mas o tempo passou e infelizmente nada mudou. Espero que a Azul consiga!”
Ele disse que ainda que tentou mobilizar as autoridades e empresários de Cajazeiras (PB), mas também nada foi resolvido. “Estive em Cajazeiras duas vezes para tentar acelerar as coisas. Estive com o pessoal da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), com o prefeito e recentemente com o governador do estado.”
Em contato com a reportagem, Delano revelou que continua na luta para conseguir viabilizar as operações da companhia aérea – batizada de Maria da Glória. “Porém, em Janeiro, estarei tomando a decisão mais difícil se não houver algo de concreto. Deverei estar encerrando qualquer assunto sobre a empresa em nota oficial. Não foi por falta de tentativas, conversas e reuniões. Chega uma hora que investir começa a ficar caro! Têm que haver em algum tempo, um retorno”, pontuou.
“Na aviação, tudo é muito caro. Conheci até onde pude cada pista que seria importante para que a empresa pudesse voar, se manter, crescer e fazer crescer o nome do nosso estado. Tenho até o final de janeiro para tomar a decisão, até lá, vou ser como o Adriano Imperador, quando jogou contra a Argentina e perdia por 2 x 1. Gol as 46 do segundo tempo. A bola tá rolando. É só um desabafo!”
Fábio Cardoso

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