Cachaças paraibanas entre as melhores do Brasil

Cotidiano

Três cachaças paraibanas ficaram entre as 50 melhores do Brasil conforme resultado do 3º Ranking da Cúpula da Cachaça. Cinquenta rótulos foram divididos em duas categorias, branca e ouro. O processo de eleição teve início em setembro do ano passado e resultou na degustação às cegas no último final de semana em Analândia (SP). Os rótulos Volúpia Freijó (5º), Serra Limpa (8º) e Nobre (12º) foram indicadas entre as 14 melhores do país na categoria cachaça branca.
Maurício Maia, presidente da Cúpula, disse que as cachaças foram divididas de acordo com o tipo de madeira em que estagiam, visual e declaração no rótulo. Segundo ele, a mudança é reflexo do elevado nível de qualidade dos produtos, que estão evoluindo em seus processos de industrialização. “Não dá mais para colocar tudo no mesmo saco”, disse Dirley Fernandes, jurado e membro da Cúpula.
Na opinião dos jurados, está evidente que os produtores estão cuidando melhor de suas cachaças, especialmente as brancas, “que já competem entre si de forma justa”, apontou Maurício Maia. Outro ponto destacado pela Cúpula é a variedade.

Cachaça Serra Limpa em destaque no ranking

Preço elevado
A cachaça que ficou em primeiro lugar no ranking das brancas foi a Princesa Isabel Aquarela, produzida no Espírito Santo. Ela teve a nota 82,7 dos jurados e custa R$ 64,25 (750ml). Além dela e das três cachaças paraibanas, também foram selecionados outros 10 rótulos, dos quais três do Rio de Janeiro e São Paulo (cada), dois de Minas Gerais, e um de Pernambuco e Alagoas (cada).
Na categoria Ouro, foram selecionados 36 rótulos. O primeiro lugar ficou para a cachaça de Betim (MG), a Vale Verde 12 anos, que custa R$ 797,50 – ele obteve a nota 88,4. Os mineiros foram o grande destaque da seleção, colocando 20 rótulos no ranking, seguidos por São Paulo, com oito; Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com cinco (cada); Paraná, dois; Bahia, Pernambuco, Espírito Santo, Distrito Federal, Ceará e Pará, um (cada).
Cachaça Nobre é produzida em Condado

O processo. A etapa de Analândia foi a última do processo que começou em setembro do ano passado e movimentou mais de 40 mil pessoas na internet na primeira fase. Foi o dobro da última edição, que teve 23 mil votantes em 2016. Esta primeira etapa é aberta ao público para votar em três dos 1,1 mil rótulos participantes, ou seja, todas as cachaças que têm registro no Minivestério de Agricultura. Ao final da primeira fase, 250 rótulos foram selecionados. Em seguida, eles passaram por um painel com 48 especialistas de cachaça de todo o País.