Centro de Convenções de João Pessoa fecha por 90 dias e eventos são remanejados para o segundo semestre

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Atendendo a uma determinação do Governo da Paraíba, na prevenção da disseminação do coronavírus no Estado, o Centro de Convenções de João Pessoa será fechado por um prazo de 90 dias. Nesse período, todos os eventos que estavam agendados para esse período estão sendo remanejados para outras datas, conforme informou o gesto do equipamento, Ferdinando Lucena.

“Não tivemos nenhum evento cancelado. Nos eventos marcados para a segunda quinzena de março e abril, conseguimos convencer os organizadores a transferi-los para o segundo semestre do ano. A agenda ficará ainda mais intensa e dinâmica, mas, pelo menos, nós (do Centro de Convenções) não teremos prejuízos nesse momento”, pontuou Ferdinando.

Nesta quarta-feira (18) seria iniciado o Congresso de Corredores de Seguros do Brasil – transferido para o final de junho – e que iria receber cerca de mil congressistas de todo o país. Ferdinando disse que os organizadores desses eventos estão compreendendo que o momento é de desafios e que o adiamento evitaria prejuízos ainda maiores.

Além dos congressos e feiras, haverá cancelamentos de espetáculos, já que os artistas não estão podendo viajar, por precaução. Alguns, segundo Ferdinando, poderão a ser realizados no segundo semestre. Entre os shows cancelados estão o de Zeca Baleiro, o Balé o Lago do Cisne, de Moscou, cujo os bailarinos não têm como sair da Europa, e a peça ‘A Mentira’, de Miguel Falabela. Também o show de Chico Cesar e de Geraldo Azevedo (que foi transferido de maio para setembro). “Todas as turnês desses artistas foram canceladas ou os espetáculos adiados”, disse o gestor.

Ferdinando explicou que, por mais otimista que esteja para que essa crise mundial passe logo, os prejuízos são incalculáveis, com muitos organizadores estando com a mão na cabeça. “Todos fizeram investimentos e não terão o retorno esperado”, admitiu.

O gestor disse ainda, que o segmento MICE deixará de criar centenas de empregos temporários, a imagem do destino fica comprometida, a movimentação de turistas cairá, derrubando os lucros dos receptivos, da hotelaria. “Ninguém está viajando a trabalho e nem a lazer”, lamentou.

Durante esses três meses, Ferdinando disse que o Centro de Convenções intensificará o processo de manutenção, que sempre é realizada, mas de forma lenta por conta do intenso movimento de eventos. “Também estaremos estabelecendo contatos não presenciais para tentar captar eventos para os próximos anos. O mundo não pode parar três meses”, disse Ferdinando.

Fábio Cardoso