Biólogo suspeito de ter morrido vítima do coronavírus teria participado da carreata que pedia abertura do comércio

Cotidiano
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A Secretaria de Saúde da Paraíba confirmou neste sábado (04) a terceira vítima fatal em decorrência do coronavírus, no Estado. No boletim divulgado, a secretaria registra ainda 34 casos de pessoas confirmadas com o vírus – dois deles apenas hoje. A pessoa que morreu neste sábado tinha 43 anos de idade, era hipertenso e teria apresentado os primeiros sintomas no dia 28 de março. Na última quinta-feira (01) ele deu entrada no hospital e, no dia seguinte, foi transferido para Unidade de Terapia Intensiva. No comunicado, a secretaria investiga outras 10 mortes

Porém, conforme a reportagem teve conhecimento agora há pouco em um grupo de WhatsApp de empresários da Paraíba, uma outra pessoa teria morrido neste sábado também vítima do coronavírus. Trata-se do biólogo Paulo Marinari, que teria mais de 50 anos.

Na conta Marinari no Facebook, o sobrinho e afilhado dele, Alexandre Ribeiro, lamentou a morte, sem fazer referência às causas, e pedindo forças à família para suportar esse momento delicado.

Caso a morte de Paulo Marinari tenha sido mesmo provocada pelo coronavírus, se faz necessário ser informada com a máxima urgência, porque, no informe dado no grupo de WhatsApp, a pessoa que postou afirmou que ele participou da carreata que pedia a abertura do comércio no último sábado, em João Pessoa.

“Acabo de receber a informação do óbito de um colega biólogo que esteve na carreata do abre geral, semana passada. Estava interno, entubado, sintomas de Covid-19, se chamava Paulo Marinari. Caso conheça alguém que tbm esteve na carreata, peça para observar aparecimento de sintomas e, se for o caso, fazer repouso e reforçar a alimentação”, dizia o comunicado.

Segundo essa pessoa, Paulo Marinari “era um vibrador… sempre esteve em movimentos desta natureza… era dele isso, uma boa pessoa, meio controversa às vezes, mas uma boa pessoa”.

Decreto proíbe carreatas, passeatas e quaisquer eventos que promovam a aglomeração de pessoas

O governador João Azevêdo determinou neste sábado (4), por meio do decreto 40.173, a proibição de carreatas, passeatas e quaisquer eventos que promovam a aglomeração de pessoas em cidades e suas respectivas Regiões Metropolitanas que tenham casos confirmados da Covid-19. A medida restritiva se faz necessária para evitar a propagação do coronavírus no Estado e seu descumprimento pode acarretar na aplicação de multa de até R$ 50 mil, que serão destinados às medidas de combate ao novo vírus.

O decreto assinado pelo chefe do Executivo estadual também autoriza os agentes de segurança pública do Estado a efetuarem a prisão de qualquer pessoa flagrada descumprindo a medida. O infrator poderá ser responsabilizado, civil e penalmente, pela caracterização de crime contra a saúde pública.

O decreto tem como base o Estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), decretado pelo Ministério da Saúde em virtude da disseminação global da infecção humana pelo coronavírus; a declaração da condição de transmissão pandêmica sustentada da Covid-19, anunciada pela Organização Mundial da Saúde (OMS); o decreto de situação de emergência na Paraíba; e a necessidade de adotar todas as medidas necessárias para impedir a aglomeração de pessoas, de modo a não permitir a disseminação da pandemia do coronavírus no Estado.

Fábio Cardoso