Pesquisa do Viajala aponta que brasileiros estão mais otimistas quanto ao retorno das viagens

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Com todas as preocupações causadas pela pandemia do novo coronavírus, quando poderemos voltar a viajar? Quais serão nossos primeiros destinos? Nos sentiremos seguros em pegar a estrada novamente? Essas foram algumas das perguntas feitas pela plataforma de busca de voos Viajala, a seus usuários latino-americanos.

O levantamento ouviu três mil pessoas cadastradas no site, de seis países da região: Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia e México. E o resultado revela que são diversos os fatores que causam uma certa insegurança na hora de pensar nas próximas viagens. Da falta de dinheiro ao medo de uma segunda onda, passando pelo receio de as atrações turísticas não estarem funcionando plenamente.

As expectativas de quando se poderá pegar a estrada de novo também variam de país para país. Brasileiros, por exemplo, estão mais otimistas quanto à volta do turismo doméstico que os argentinos. Já mexicanos parecem ter mais pressa para as viagens internacionais que os colombianos.

“É natural que haja hesitação por semanas e até meses depois da retomada e será preciso um movimento consistente que envolva os órgão de saúde, as autoridades e as empresas de turismo para que a insegurança de viajar se dissipe e o mercado encontre também o seu ponto de ‘nova normalidade'”, diz a diretora de comunicação do portal, Luísa Dalcin.

Outro dado que a pesquisa aponta é que o turismo doméstico é o que mais aparece no horizonte para a maioria dos viajantes brasileiros.

“As viagens nacionais são, em teoria, mais garantidas por serem mais curtas, mais baratas e porque, devido ao cenário, podem ser organizadas mais em cima da hora, sem tanta antecedência”, considera a executiva.

Expectativas para viagens domésticas

De acordo com a pesquisa, 26% dos usuários brasileiros da plataforma afirmaram que voltarão a viajar dentro do país assim que terminar a quarentena. Para 20%, as viagens não voltam antes de outubro de 2020, enquanto que uma parcela de 16% é ainda mais otimista, prevendo o retorno já para junho. Apenas 11% creem que só será possível viajar a partir de janeiro de 2021, e 27% não sabem quando voltarão à estrada.

Este último dado, que sinaliza o turista mais pessimista mostra que os brasileiros estão mais otimistas que os argentinos. No país vizinho, o percentual de usuários entrevistados que não imagina quando poderá voltar a viajar é de 40%.

Expectativas para viagens internacionais

Por outro lado, 66% dos usuários brasileiros afirmaram não ter ideia de quando poderão sair do país novamente. O principal palpite, de 11% dos entrevistados, é em janeiro de 2021, enquanto 8% acreditam que o turismo internacional só volta em julho do ano que vem. Os mais otimistas, que apostam na retomada das viagens internacionais já em julho de 2020, são 8% do total.

A insegurança dos viajantes com o turismo internacional não é exclusividade dos brasileiros. Entre mexicanos e colombianos, o índice das pessoas que não sabem ainda quando voltarão a visitar destinos fora de seus países também é de 60%. Neste quesito, no entanto, a pesquisa mostra que o otimismo é maior entre mexicanos e chilenos do que por aqui: nos dois países, os percentuais de pessoas que querem crer que o turismo internacional voltará até outubro de 2020 é de 23% e 28%, respectivamente.

Principais preocupações pós-pandemia

Na hora de voltar a viajar para o exterior, o principal medo dos brasileiros entrevistados pela plataforma é o dinheiro: 34% deles afirmaram temer pela sua situação financeira quando a crise sanitária passar, enquanto 17% se mostraram preocupados com a cotação de moedas estrangeiras, como o dólar (que bateu recorde histórico na última quinta-feira, chegando a R$ 5,84) e o euro (já negociado acima dos R$ 6). O funcionamento dos pontos turísticos é a preocupação principal para 15%, e uma possível segunda onda da Covid-19, para outros 15%.

Neste sentido, os brasileiros estão mais alinhados com chilenos e mexicanos. Colombianos e peruanos (32% e 33%, respectivamente), se preocupam principalmente com o risco de infecção. Já a maioria dos argentinos entrevistados (30%) se perguntam se as atrações estarão funcionando normalmente.

O Globo