Flapper firma parceria com chilena Aerocardal para acelerar expansão internacional e aumentar oferta de voos no Chile

Aviação Cotidiano

Flapper , a empresa brasileira de aviação executiva, acaba de anunciar a sua primeira parceria estratégica. Para acelerar a sua expansão internacional e aumentar o número de funções disponíveis no seu marketplace, a empresa firmou um acordo com a chilena Aerocardal.

A parceria, que será executada em fases, terá como foco inicial a venda de voos da Aerocardal e outros operadores locais. A Aerocardal auxiliará no serviço de passageiros e homologação de novas companhias e atuará como a principal operadora de voos originados do aplicativo da Flapper no Chile. As empresas estão atualmente trabalhando na criação de uma oferta local para o mercado chileno, incluindo passeios de helicóptero, voos compartilhados de alta temporada e voos de ambulância sob-demanda.

Com 17 aeronaves executivas, Aerocardal é a maior empresa de táxi aéreo na América Andina e Cone Sul. É também a dona do maior terminal privado na cidade de Santiago, composto por 3 hangares, centro de manutenção e um terminal dedicado a operações mineiras. Seus planos de expansão internacional coincidiram com a internacionalização das operações da Flapper. Por isso, quando a Flapper bateu à sua porta para se oferecer à formar uma aliança estratégica visando à entrada em novos mercados, a empresa chilena não hesitou em iniciar negociações e traçar um plano de ação para o futuro.

Sergio Seguel, Gerente Geral da Aerocardal diz: “Analisamos as tendências de crescimento global e percebemos que o caminho a percorrer é criação de um Marketplace. A Flapper é a primeira empresa a fornecer esses serviços de voo para terceiros, e pensamos em desenvolver um, mas em vez de fazê-lo sozinhos, preferimos formar uma aliança para trabalhar em conjunto com um plano de expansão para a América Latina.” – disse o executivo, pontuando que “A ideia é integrar mais operadoras à aliança. Isso incluirá companhias aéreas dedicadas aos voos fretados, bem como proprietários de aeronaves de luxo que desejam disponibilizá-los. Estar em um aplicativo que nos permitirá atingir novos clientes”, acrescentou.

O acordo tem um roadmap ambicioso, cujo principal objetivo é “democratizar” o conceito de aviação executiva na região da América Andina, entrar e disponibilizar uma gama maior de produtos ao seu atual portfólio. Na fase posterior, essas podem incluir vendas da aeronave, gerenciamento da aeronave ou mesmo vendas de serviço de manutenção.

O potencial de negócios, segundo cálculos dos sócios, é de faturamento de US﹩2 bilhões, dado o volume de mercado que incluirá a venda de voos corporativos, de lazer, aeromédicos e cargueiros. Apesar das características semelhantes dos países latino-americanos, a região carece de um líder com alcance regional e a meta de longo prazo seria criá-lo.

“Queremos ser sua porta de entrada para os serviços de aviação executiva da América Latina e padronizar desde o serviço ao cliente até formas de pagamentos. Como experiência no Brasil, onde 40% dos nossos clientes nunca haviam feito um voo privado, pretendemos aplicar a mesma estratégia de go-to-market no Chile ou Peru”, mencionou o CEO da Flapper, Paul Malicki.

A Flapper, fundada em 2016 no Brasil, recentemente atingiu um break-even e em breve pretende anunciar seu novo investimento. Os recursos serão utilizados para melhorar a sua tecnologia e abrir os novos escritórios. A unidade do Chile já está no processo de formação e as suas operações se iniciarão oficialmente no mês de dezembro. De acordo com a empresa, durante a pandemia, a demanda para seus serviços triplicou, incluindo um aumento rápido nas solicitações para voos aeromédicos.

Assessoria de Imprensa