100% das operadoras de Turismo efetuaram vendas em agosto; 41% faturaram 50% ou mais da média histórica

Brasil
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Atualmente, cerca de 42 países estão com restrições leves para receber brasileiros. A evolução desse indicador, mesmo que a passos lentos, tem trazido cada vez mais fôlego para a recuperação do Turismo Internacional, que também depende de diversos outros fatores. Afinal, quais são os principais desafios para a retomada do Turismo Internacional? Essas respostas e os resultados das operadoras em agosto fazem parte do Boletim Mensal Braztoa, estudo realizado por meio de uma parceria entre a BRAZTOA (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) e a UP Soluções, com o objetivo de gerar inteligência de mercado a partir de informações das associadas.

“A gestão por dados torna-se cada vez mais necessária e relevante, uma vez que o panorama está em constante mudança. A partir de informações fidedignas conseguimos antecipar ações e tomar decisões assertivas. A cada mês a UP Soluções e a Braztoa têm protagonizado este papel, gerado informações e impulsionado a gestão por dados.” Rayane Ruas, Head de Inteligência da UP Soluções.

Em agosto, 41% das operadoras faturaram 50% ou mais da média histórica (2019), enquanto 38% seguem com as vendas na média de 25% do período pré-pandemia e 20% contabilizam entre 25 e 50% dos patamares de 2019.

Ao se comparar o desempenho dos últimos dois meses, a constatação de que 100% das operadoras associadas à BRAZTOA efetuaram vendas em agosto reforça o caminho de recuperação dessas empresas que, apesar de não estarem com o volume de vendas dentro do esperado, contam com o aquecimento da demanda por viagens.

65,31% dessas vendas foram para o mercado nacional. Já o internacional, que representou 12% das vendas em julho, saltou para 34,69% em agosto, quesito que está ligado à abertura de fronteiras, ao número crescente de países que estão flexibilizando restrições para brasileiros, além da vacinação, que segue avançando em território nacional. Tanto que 95% das operadoras sinalizaram terem efetuado vendas para fora do país e 88% efetuaram vendas para destinos nacionais.

Sobre a data de realização das viagens nacionais comercializadas em agosto, 31% aconteceram no mesmo mês da aquisição (agosto) e 43% se realizarão até o fim de 2021. 26% dos roteiros vendidos estão com embarques agendadas de 2022 em diante.

No internacional, os embarques no mesmo mês da compra somaram 16%, e 32% acontecerão até o fim deste ano. 30% das viagens vendidas serão concretizadas no primeiro semestre de 2022 e 17% no segundo semestre do próximo ano. Esses indicadores evidenciam a tendência da compra para embarque imediato ou pouco tempo depois da aquisição. “Diariamente, lidamos com pessoas que estão optando por comprar para embarcar. Esses consumidores pautam sua decisão de viagem na soma dos fatores custo x benefício somada à análise de riscos com pouco tempo para mudanças no cenário no qual elas se sentem mais seguras para viajar”, disse Frederico Levy, vice-presidente da Braztoa.

Essa movimentação em relação aos países que abriram suas portas para brasileiros trouxe mudanças, também, para o gráfico de destinos, que agora mostra a Europa como segunda região mais vendida, ficando atrás apenas da América Central e Caribe, antiga preferência do público nacional. Em seguida, aparecem Ásia, África, América do Norte, América do Sul e Oceânia. Os destinos mais vendidos foram Cancun, Maldivas, Egito e Dubai, que agora dividem espaço com o aumento brusco nas vendas para Portugal, França e Suíça.

No Brasil, a Região Nordeste segue como a mais procurada, seguida do Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste. Destaque dos destinos mais vendidos em agosto foi para Fortaleza, Salvador, Natal, Gramado e São Paulo. São Luis, Maragogi e Rio de Janeiro, despontam no ranking das vendas de agosto, como destinos com aumento expressivo de vendas.

Desafios Para a Retomada do Turismo Internacional

A cada dia, semana ou mês, a recuperação do Turismo ganha novas variáveis e protagonistas, que mudam a cada notícia de liberação ou restrição, e que têm o poder de alterar gráficos, traçar novas rotas de trabalho e expectativas de retomada.

Com o objetivo de gerar inteligência de mercado e subsidiar tomadores de decisão, o Boletim Mensal Braztoa de agosto apurou quais são, de fato, os principais desafios para a retomada das vendas de viagens internacionais. As restrições de circulação entre países, a retomada da malha aérea e os valores dos bilhetes aéreos estão no topo dos desafios enfrentados pelo setor. O valor e a variação cambial, além do surgimento de novas variantes da COVID-19 aparecem em seguida na lista que ainda traz como destaque a instabilidade política do Brasil e tipos de vacina aceitos pelo mundo.

Outros fatores que figuram na lista são antigos pleitos do setor, que seguem em busca de resoluções, como o IRRF (que pode perder a competitividade e comprometer a evolução do emissivo internacional), segurança pública, inflação, poder de compra das famílias, entre outros.

“Mais uma vez, constatamos que a informação de qualidade é a chave para a recuperação do Turismo. Esta edição do Boletim, além de evidenciar os desafios, nos mostrou que a vendas internacionais, assim como para destinos do Brasil, têm seu público e voltarão, pouco a pouco, de acordo com cada sinalização positiva para os brasileiros. Claro, o trabalho para vencer tantos outros gargalos é grande, mas perceber, em números, que essa reconstrução está acontecendo traz ainda mais ânimo para esta caminhada, que está só começando.”, disse Roberto Haro Nedelciu, presidente da BRAZTOA.

Agência Guanabara