Onde você estava no dia 11 de setembro de 2001? Nesta quinta-feira (11), faz 24 anos do ataque terrorista coordenado pela organização fundamentalista islâmica Al-Qaeda que matou quase 3 mil pessoas, incluindo 227 civis, cidadãos de mais de 70 países e os 19 terroristas. Nesse fatídico dia, os terroristas sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros e os fizeram colidir dois deles contra as Torres Gêmeas do complexo empresarial do World Trade Center, em Nova York, o terceiro avião colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no Condado de Arlington, Virgínia, nos arredores de Washington, e quarto avião caiu em um campo aberto próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois de alguns passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controle da aeronave dos sequestradores.
Os atentados colocaram o mundo em alerta e os Estados Unidos em um país fechado, com medo e sem entender ainda o que estava acontecendo. Entre as pessoas que estavam em Nova York nesse dia, o artista plástico paraibano, Clóvis Júnior, disse ao TURISMO EM FOCO, nesta quinta-feira, que tudo que testemunhou continua muito presente na sua memória. “Passei 15 dias praticamente enclausurado na cidade, foi um negócio terrível,” contou o artista, que estava nos Estados Unidos para participar de uma exposição na ONU (Organização das Nações Unidas).
“Passaram 24 anos, mas a história fica na memória. Eu cheguei no domingo em Nova York. A exposição abriria na quinta-feira e, na segunda pela manhã, fui à ONU, onde estava prevista uma entrevista de representantes de 25 países de línguas portuguesas. Tudo corria muito bem, muito tranquilo. Na terça-feira, vou pegar o material para montar na exposição aí, quando passo na Times Square, já estava daquele jeito, sem saber o que estava acontecendo, com as pessoas correndo em todas as direções. Era fumaça indo para tudo quanto é canto. Resultado, a exposição não aconteceu”.
Clóvis Júnior revelou, que o pós atentado foi ainda pior, com muitas incertezas, num país em regime total de exceção e com as pessoas apavoradas, muitas ainda sem entender o que estava acontecendo de fato, e a maioria com pavor de novos atentados. “Passei 15 dias praticamente enclausurado na cidade. Essa condição ficou muito marcante na minha vida. O pessoal de casa ficou preocupado sem ter notícias minhas. Tudo aconteceu pela manhã e, já no final da tarde, eu consegui ligar para casa, porque o telefone não pegava, e foi quando deu alívio ao pessoal e amigos, que também não sabiam se eu estava bem”.

Além das lembranças na memória, o artista plástico tem todos os registros daquele dia guardados em sua casa. Fotos de jornais e revistas. Ele disse que o mundo não para e está piorando, cada vez mais as pessoas se confrontando por questões religiosas. Clóvis Júnior fez um quadro que tem como um dos especiais com uma imagem de Lampião e a Estátua da Liberdade abraçados, numa referência à harmonia dentro da cultura com o povo brasileiro com os estrangeiros. “Continuamos aqui na luta”.
Fábio Cardoso – Fotos: Arquivo pessoal/Clóvis Júnior




