O governador da Paraíba, João Azevêdo, se manifestou totalmente contrário ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela que resultou também na prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro e a sua esposa Cilia Flores. O anúncio do ataque foi feito pelo próprio presidente Donadl Trump, neste sábado (03), ocorrido na capital Caracas e outras cidades que teriam sido atingidas por vias aérea e terrestre.
Em manifestação por meio de sua conta no Instagram – @joaoazevedolins – , o governador afirmou que “é muito grave qualquer ataque à soberania de um país. Isso quebra as regras internacionais e coloca o mundo todo em risco. A força nunca vai substituir a diplomacia. Para encontrar saídas que funcionem de verdade, o que deve prevalecer é a soberania dos interesses do povo venezuelano e a paz”, disse.
O ataque repercutiu no mundo interior e deixou um clima de tensão em diversos países, a exemplo da Rússia e China, aliados comerciais da Venezuela e que sempre se manifestaram pró Maduro, em contraposição aos Estados Unidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a ação militar e exigiu uma resposta enérgica das Nações Unidas (ONU). Por meio das redes sociais, Lula afirmou que tais ações “ultrapassam uma linha inaceitável”. “Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e estabelecem mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.”
“Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e estabelecem mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo rumo a um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, disse Lula.
Trump afirma que EUA irão “administrar” a Venezuela
Em entrevista coletiva no começo da tarde, Trump afirmou que o governo norte-americano vai administrar o país latino-americano, a partir de agora, até que se possa fazer uma transição de poder. “Vamos administrar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e criteriosa. Não queremos nos envolver em colocar outra pessoa no poder e acabar na mesma situação que tivemos por um longo período de anos”, disse o norte-americano.
“O que as pessoas não entendem – mas passam a entender quando digo isto – é que estamos lá agora, e vamos permanecer até que a transição adequada possa ocorrer. Portanto, vamos ficar e, essencialmente, administrar o país até que uma transição correta seja possível”, disse em uma coletiva de imprensa transmitida de sua residência particular no resort de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.
Fábio Cardoso, com Agência Brasil – Foto: Agência Brasil/Agências



