Dedicando grande parte de sua vida no jornalismo social, o artista plástico Rogério Freire viva uma nova fase pessoal e profissional de sua vida, tendo investido de corpo e alma às artes. A sua terceira exposição leva um olhar bem atento justamente sobre Campina Grande, cidade onde nasceu, mas, sobretudo, é uma declaração de amor potencializando a sua arquitetura, feiras, tradições e artesanato, sem esquecer o colorido das bandeirinhas juninas.
A exposição “O Tempo das Cores – Parte 3 | Experiências”, em cartaz no Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP), conhecido também como Museu dos Três Pandeiros, reflete essa nova fase do artista. Ele contou que essa veia artística sempre existiu, mas, a partir do isolamento durante a pandemia, quando o mundo parou, ao lado de dois sobrinhos, começou a rascunhar desenhos como forma de distração, momento em que decidiu, pós-pandemia, investir como atividade profissional e estilo de vida.
“Aquele momento de pandemia colocou para fora um artista que sempre existiu dentro de mim e que não conseguia perceber”, afirmou Rogério Freire. Acostumado na cobertura social, com muitas exposições de arte, o artista tinha no seu subconsciente de que a arte estava dentro dele, naquele momento de agitação social, muito bem escondida.
Rogério Freire então passou a colocar o seu talento de dentro pra fora. Na exposição, com mais de 60 peças impactantes, ele apresenta formas geométricas, cores bem vibrantes e expressão abstrata, como disse à reportagem. O artista enfatizou que os desenhos nasceram das próprias mãos, utilizando grafite e lápis de cor, partindo, em seguida, para a projeção visual utilizando tecnologia em peças como almofadas, copos, panos, objetos que integram a exposição, além dos quadros.
O artista revelou que vinha comercializando intensamente as suas obras, mas preferiu estrategicamente reduzir esse processo por não conseguir dar conta de todas encomendas. As vendas tiveram mais intensidade por meio das redes sociais. Após a exposição, Rogério Freire pretende retomar de uma forma ainda lenta a comercialização. “Obra de arte não pode ser trabalhada em ritmo industrial, não conseguimos dar conta”, pontuou.
A organização e curadoria da exposição está a cargo da designer de interiores Rosana Carneiro, que planejou o ambiente integrando arte, design e arquitetura. A entrada na exposição é grátis, das 9h às 14h, de terça-feira a domingo. O Museu fica fechado para manutenção nas segundas-feiras.
A visita ao Museu de Arte Popular da Paraíba aconteceu, neste sábado (18), durante um fampress organizado pela Abrajet-PB (Associação Brasileira dos Jornalistas e Escritores de Turismo, seccional Paraíba), preparado pelo vice-presidente da entidade, Romero Rodrigues. A atividade marcou início das comemorações de 40 anos de fundação da Abrajet. O fampress contou com apoio da Empresa Paraibana de Turismo (PBTUR).
Fábio Cardoso – Fotos: TF






