Economia criativa e a economia colaborativa

Colunistas Regina Amorim

O Brasil está entre os maiores produtores mundiais de criatividade. A cadeia da indústria criativa nacional movimenta mais de 2 milhões de empresas brasileiras, o equivalente a R$ 110 bilhões do Produto Interno Bruto, ou 2,7% do total produzido no Brasil. Esse valor deve chegar a R$ 735 bilhões, se considerada a produção de toda a Cadeia da Indústria Criativa nacional, correspondendo a 18% do PIB brasileiro. (Firjan, 2012).
O significado da indústria criativa vai além da contribuição de valor econômico, pois também responde pelo estímulo ao surgimento de novas ideias e/ou tecnologias, bem como de processos transformadores. (UNESCO, PNUD, 2013, p. 21).
A economia criativa inclui as áreas de artesanato, arte popular e festa popular, arte visual, arte cênica, áudio visual (cinema, televisão e publicidade), design, digital (games, aplicativos e startups), editoração, moda, música, comunicação (TV e rádio), arquitetura, gastronomia e outras.
O SEBRAE tem um papel relevante em iniciativas voltadas ao desenvolvimento setorial das atividades da economia criativa e ao desenvolvimento territorial, estimulando a valorização das redes, dos costumes, da tradição e a vocação do local. Também estimula o desenvolvimento transversal, da economia criativa a todos os segmentos e setores da economia, de forma a gerar valor, diferenciais e estimular a competitividade das empresas.
Já imaginou produzir um grande evento sozinho? Quase impossível. Ao mesmo tempo, a colaboração pode vir de diferentes lugares ou de uma rede local.
Esse é um dos resultados do Curso Formação de Empreendedores em Eventos, com duração de seis meses, realizado pelo SEBRAE. A cada ano, forma-se naturalmente uma rede de relacionamentos pessoais dos profissionais, concluintes do curso, que favorece essa colaboração entre a cadeia de valor do Eventos.
Na Paraíba, a força da economia criativa, proporciona aos empreendedores de vários setores econômicos, uma importante dinâmica de crescimento. Personagens tais como o Dom Quixote Literário, o Virgulima de Campina, o Zé Curió e o Jackson do Pandeiro, são exemplos de economia criativa que faz todo o diferencial, seja como receptivo do turismo ou como mestre de cerimônia de um evento.
A Rota dos Ateliês de João Pessoa e a diversidade de produtos derivados, é outro exemplo que possibilita aos amantes da arte e da cultura, mais produtos criativos que agregam valor ao turismo.

Podemos falar também da Rota das Cafeterias Criativas de João Pessoa, uma proposta inovadora de negócios criativos, em rede, agregando valor com os artistas paraibanos ligados à música, artes plásticas, literatura, proporcionando aos turistas e clientes as experiências sensoriais do café e da cultura local.
Os serviços da economia digital são transversais e essenciais para o desempenho dessas empresas, que dependem cada vez mais da tecnologia da informação e comunicação (TIC) para garantir agilidade, eficiência e qualidade aos seus clientes.
Entender a relação entre inovação e criatividade é um dos caminhos promissores para o desenvolvimento empresarial, resultando em produtos, sistemas e serviços mais funcionais e competitivos.
Economia criativa e economia colaborativa, estão integradas, principalmente, nos empreendimentos artísticos e culturais. Também integram pessoas, proporcionando experiências e gerando emoção.
Enquanto a economia criativa estimula a empresa tradicional a rever suas operações, a economia colaborativa inspira a empresa tradicional repensar a forma de utilização de seus bens e serviços.
Na economia colaborativa o “ter acesso” é mais relevante do que “ter o bem ou serviço”. Essa mudança de comportamento das pessoas no mundo atual, contribui para profundas mudanças na forma de entender as relações econômicas e também o cenário para as empresas e os clientes.
Segundo a Forbes, a estimativa é que a economia colaborativa deve crescer 25% ao ano. Pesquisa da empresa Nielsen em 60 países, mostrou que 2 em cada 3 pessoas querem compartilhar ou alugar seus produtos.
É fácil entender quando pessoas cada vez mais preferem ter acesso a UBER, uma plataforma que conecta motoristas e passageiros, ter acesso a serviço online para anunciar e reservar hospedagem pela AirBnb e outras. Ter acesso a uma ampla variedade de filmes e documentários, com transmissão online e acesso ilimitado, através da Netflix.
Tudo que é seu e está ocioso, pode ser uma fonte de renda extra para você. É o que chamamos de economia colaborativa ou economia compartilhada, uma forma de usar a tecnologia para fazer negócios entre pessoas, que procuram e/ou ofertam bens e serviços, ora como fornecedor, ora como consumidor.
Portanto, economia criativa e economia colaborativa é uma tendência de mercado, possibilitando transformações na economia tradicional ou “economia da escassez”, através economia criativa ou “economia da abundância”, onde a criatividade e o capital intelectual são recursos ilimitados.
Regina Medeiros Amorim
Mestre em Visão Territorial e Sustentável do Desenvolvimento,
Pós-graduada em Gestão e Marketing do Turismo,
Gestora de Turismo do SEBRAE – Paraíba.

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Economia criativa e a economia colaborativa

Colunistas Regina Amorim

O Brasil está entre os maiores produtores mundiais de criatividade. A cadeia da indústria criativa nacional movimenta mais de 2 milhões de empresas brasileiras, o equivalente a R$ 110 bilhões do Produto Interno Bruto, ou 2,7% do total produzido no Brasil. Esse valor deve chegar a R$ 735 bilhões, se considerada a produção de toda a Cadeia da Indústria Criativa nacional, correspondendo a 18% do PIB brasileiro. (Firjan, 2012).
O significado da indústria criativa vai além da contribuição de valor econômico, pois também responde pelo estímulo ao surgimento de novas ideias e/ou tecnologias, bem como de processos transformadores. (UNESCO, PNUD, 2013, p. 21).
A economia criativa inclui as áreas de artesanato, arte popular e festa popular, arte visual, arte cênica, áudio visual (cinema, televisão e publicidade), design, digital (games, aplicativos e startups), editoração, moda, música, comunicação (TV e rádio), arquitetura, gastronomia e outras.
O SEBRAE tem um papel relevante em iniciativas voltadas ao desenvolvimento setorial das atividades da economia criativa e ao desenvolvimento territorial, estimulando a valorização das redes, dos costumes, da tradição e a vocação do local. Também estimula o desenvolvimento transversal, da economia criativa a todos os segmentos e setores da economia, de forma a gerar valor, diferenciais e estimular a competitividade das empresas.
Já imaginou produzir um grande evento sozinho? Quase impossível. Ao mesmo tempo, a colaboração pode vir de diferentes lugares ou de uma rede local.
Esse é um dos resultados do Curso Formação de Empreendedores em Eventos, com duração de seis meses, realizado pelo SEBRAE. A cada ano, forma-se naturalmente uma rede de relacionamentos pessoais dos profissionais, concluintes do curso, que favorece essa colaboração entre a cadeia de valor do Eventos.
Na Paraíba, a força da economia criativa, proporciona aos empreendedores de vários setores econômicos, uma importante dinâmica de crescimento. Personagens tais como o Dom Quixote Literário, o Virgulima de Campina, o Zé Curió e o Jackson do Pandeiro, são exemplos de economia criativa que faz todo o diferencial, seja como receptivo do turismo ou como mestre de cerimônia de um evento.
A Rota dos Ateliês de João Pessoa e a diversidade de produtos derivados, é outro exemplo que possibilita aos amantes da arte e da cultura, mais produtos criativos que agregam valor ao turismo.

Podemos falar também da Rota das Cafeterias Criativas de João Pessoa, uma proposta inovadora de negócios criativos, em rede, agregando valor com os artistas paraibanos ligados à música, artes plásticas, literatura, proporcionando aos turistas e clientes as experiências sensoriais do café e da cultura local.
Os serviços da economia digital são transversais e essenciais para o desempenho dessas empresas, que dependem cada vez mais da tecnologia da informação e comunicação (TIC) para garantir agilidade, eficiência e qualidade aos seus clientes.
Entender a relação entre inovação e criatividade é um dos caminhos promissores para o desenvolvimento empresarial, resultando em produtos, sistemas e serviços mais funcionais e competitivos.
Economia criativa e economia colaborativa, estão integradas, principalmente, nos empreendimentos artísticos e culturais. Também integram pessoas, proporcionando experiências e gerando emoção.
Enquanto a economia criativa estimula a empresa tradicional a rever suas operações, a economia colaborativa inspira a empresa tradicional repensar a forma de utilização de seus bens e serviços.
Na economia colaborativa o “ter acesso” é mais relevante do que “ter o bem ou serviço”. Essa mudança de comportamento das pessoas no mundo atual, contribui para profundas mudanças na forma de entender as relações econômicas e também o cenário para as empresas e os clientes.
Segundo a Forbes, a estimativa é que a economia colaborativa deve crescer 25% ao ano. Pesquisa da empresa Nielsen em 60 países, mostrou que 2 em cada 3 pessoas querem compartilhar ou alugar seus produtos.
É fácil entender quando pessoas cada vez mais preferem ter acesso a UBER, uma plataforma que conecta motoristas e passageiros, ter acesso a serviço online para anunciar e reservar hospedagem pela AirBnb e outras. Ter acesso a uma ampla variedade de filmes e documentários, com transmissão online e acesso ilimitado, através da Netflix.
Tudo que é seu e está ocioso, pode ser uma fonte de renda extra para você. É o que chamamos de economia colaborativa ou economia compartilhada, uma forma de usar a tecnologia para fazer negócios entre pessoas, que procuram e/ou ofertam bens e serviços, ora como fornecedor, ora como consumidor.
Portanto, economia criativa e economia colaborativa é uma tendência de mercado, possibilitando transformações na economia tradicional ou “economia da escassez”, através economia criativa ou “economia da abundância”, onde a criatividade e o capital intelectual são recursos ilimitados.
Regina Medeiros Amorim
Mestre em Visão Territorial e Sustentável do Desenvolvimento,
Pós-graduada em Gestão e Marketing do Turismo,
Gestora de Turismo do SEBRAE – Paraíba.

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